terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Editorial

O bom e o mau…

A equipa sénior do Penelense ascendeu ao primeiro lugar da classificação da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Coimbra, estando no caminho certo para alcançar o principal objetivo traçado no início da época: a subida aos “Nacionais”; o Município de Penela, pela voz do vereador Luís Matias, foi convidado a participar no “Smart City World Congress”, em Barcelona, apresentando o Smart Rural Living Lab em desenvolvimento no concelho; para gáudio de miúdos e graúdos, foi inaugurada mais uma edição do Penela Presépio e do Presépio Tradicional do Espinhal, que até 8 de janeiro se espera tragam milhares de pessoas à região. O bom…
Um estudo da OCDE revelado recentemente dá conta que Portugal continua a ser um dos países mais desiguais do mundo desenvolvido, com um fosso acentuado na distribuição dos rendimentos, e o mais desigual entre as economias europeias. Um dado estatístico que é sinónimo das dificuldades em que (sobre)vivem milhões de portugueses. O mau…
Ao contrário do que é frequente ouvir-se no discurso político comum, esta desigualdade entre ricos e pobres dificilmente pode ser explicada com a conjuntura internacional (Portugal tem hoje mais de dois milhões de pessoas abaixo do limiar da pobreza, número que tende a aumentar tal é a escalada do desemprego, nomeadamente entre os mais jovens, e tão duras são as medidas de austeridades impostas pela equipa governativa). Um grande desafio se coloca, portanto, ao Governo do PSD e também ao Parlamento: tornar Portugal um país mais justo, fraterno e solidário e do qual sejam banidas as desigualdades trazidas novamente à liça pelo relatório da OCDE. Urge que os portugueses percebam se é esse o caminho a trilhar…
O Governo chefiado por Pedro Passos Coelho continua, em nosso entender, a merecer o benefício da dúvida pois, apesar das medidas impiedosas que está a tomar, soube rodear-se de políticos novos, pouco “colados” ao sistema e que dão garantias de execução das diversas reformas necessárias para reerguer Portugal – desde que o primeiro-ministro não volte a cair na tentação de fazer “ressuscitar” alguns barões do PSD (Catroga e companhia), que estão bem na “prateleira”, tão elevada é a quota-parte de responsabilidade no estado em que Portugal se encontra.
Um mau presságio: o BPN foi vendido ao Banco BIC. Não só pelo “negócio” em si, que se afigura ruinoso para o Estado e para os contribuintes, embora por outro lado constitua uma “saída airosa” para o “buraco” que o país tinha em mãos, mas sobretudo por ter sido consumado por Mira Amaral, um dos “reformados de ouro” do Portugal desigual - a sobranceria com que se congratulou perante as câmaras das televisões é mais uma afronta aos milhares de portugueses, na grande maioria idosos, que vivem com duzentos e cinquenta euros por mês…   

António José Ferreira

1 comentário:

Ma-Ry disse...

Já agora porque Penela não se candidata para receber a implantação da Dwarf City ( http://www.bbc.co.uk/news/world-asia-pacific-14901656). De certeza que tem todas as condições...