sábado, 9 de fevereiro de 2013

tGv...

Escrevíamos no nosso Editorial de 25 de junho de 2009: "...o Dr. Basílio Horta, presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), defendendo a importância do TGV para o transporte de mercadorias e para o crescimento do Porto de Sines, bem como para o reforço do transporte de passageiros e ligação à Europa, afirmou que os espanhóis não vão querer atravessar a fronteira para Portugal e viajar em comboios do século passado. Ora, convém lembrar ao presidente da AICEP que há milhões de portugueses que, diariamente, viajam em 'comboios do século passado' (e, pior, em sistemas de cantonamento do século passado), porque ao longo dos anos não foi feito no Caminho de Ferro o investimento que agora se pretende fazer no TGV. Basta ir aqui ao lado, ao Ramal da Lousã, para se perceber quão ilógica é a construção do TGV em Portugal sem que antes se façam os investimentos necessários para servir bem as populações. No caso do Ramal da Lousã, e ainda que seja tarde para semelhante opinião, não cremos serem precisos grandes primados de engenharia para se ter chegado à solução mais correcta e viável e que melhor serviria os milhares de utentes diários: a renovação e electrificação da linha, mantendo-se a exploração pela CP. Tal como já aqui escrevemos, há bons exemplos de como com o indispensável investimento, a CP consegue prestar um bom serviço aos seus utentes".
Pois agora, em 2013, numa altura em que os comboios batem uns nos outros pelo caos a que chegou o transporte ferroviário em Portugal, com linhas degradadas e material circulante obsoleto, os nossos políticos voltam a falar em TGV. 
Que sentido faz ter o TGV no nosso país se não funcionam as linhas que diariamente servem as PESSOAS?
AJF

1 comentário:

Ma-Ry disse...

Não percebo o interesse do TGV para transportar mercadorias: será que querem transportar tijolos, cimento ou troncos de madeira por TGV? Para além disso, não confiem demasiadamente nas declarações do Sr. Basilio Horta,o homem já provou suficientemente que não é muito estável nas suas ideias.